top of page

Ansiedade e Estresse: Fator de Risco ou de Proteção?

6 de out. de 2025
2 min de leitura
Meditação e relaxamento para combater o estresse
Meditação e relaxamento para combater o estresse

Reação natural que propicia a nossa sobrevivência e adaptação as mais diversas situações, a ansiedade e o estresse, muitas vezes vistos como vilões, atuam como mecanismos de proteção que prepara o nosso corpo e a nossa mente para lidar com desafios, mudanças e possíveis ameaças.


Resumidamente, a ansiedade é uma resposta a algo que pode acontecer no futuro ou a eventos imaginários. Por outro lado, o estresse é uma resposta a algo que está acontecendo no presente ou aconteceu no passado. 


O medo ou a preocupação, sempre antecedem essa reação, fazem parte dela. O medo é para a sobrevivência em situações que nos colocam em risco de injurias físicas ou de morte. Prepara-nos para nos defender, correr ou paralisar, se essa for a melhor saída.  


A preocupação gera uma ansiedade que, em dose moderada, funciona como um sinal de cuidado e antecipação, ajudando-nos a planejar, prevenir e agir com prudência. Desperta o estado de alerta, favorece a atenção e nos impulsiona a estudar antes de uma prova, a preparar uma apresentação importante, ou mesmo, tudo que precisamos pensar e fazer para lidar com uma situação difícil.


O estresse, por sua vez, é uma resposta natural do organismo diante de demandas externas ou internas. Ele mobiliza energia, ativa o foco e estimula a ação. Diante de um problema, o estresse saudável fortalece a capacidade de enfrentamento, amplia a resiliência e estimula o crescimento pessoal.



Quando devemos nos preocupar com essas reações?



Estresse e ansiedade
Estresse e ansiedade

No entanto, quando ansiedade e estresse se tornam crônicos ou desproporcionais à situação, deixam de proteger e passam a desgastar. O corpo e a mente entram em estado de alerta contínuo, o que pode gerar sintomas físicos, emocionais e comportamentais.

Esse estado pode afetar nossa saúde, nosso trabalho, nossas relações e socialização.


Nesse ponto, é essencial reconhecer os sinais, que são: pensamentos negativos - ver a vida de forma negativa, focar no lado ruim das coisas, acreditar que nada tem propósito ou sentido, não ser capaz ou que não vai dar conta; sensação de sobrecarga, de estar sozinho(a); reviver ou lembrar de situações traumáticas. os sintomas físicos podem ser: taquicardia, respiração ofegante, dores de cabeça ou pelo corpo, problemas gástricos, tensão muscular, cansaço, etc. Emocionais: irritabilidade, raiva, tristeza, insatisfação, desanimo, medo, ansiedade, etc. Cognitivos: dificuldade de tomar decisões e organização; redução da memória e foco; sensação de desorientação.


A partir desse reconhecimento, é importante buscar estratégias de regulação, como o descanso, a respiração consciente, o autocuidado. Mas, tem um ponto no qual a situação está crítica e esses cuidados já não resolvem. Portanto, é importante buscar ajuda profissional o quanto antes, pois, a partir desse ponto, vem a exaustão e a probabilidade de surgirem doenças físicas.


Compreender que a ansiedade e o estresse têm, também, uma função adaptativa ajuda a mudar o olhar sobre eles. Em vez de combatê-los a todo custo, o caminho é aprender a escutá-los e equilibrá-los — para que voltem a ser aliados da vida, e não inimigos.

 

Terapia na resolução do estresse
Terapia na resolução do estresse

A terapia também pode nos ajudar a identificar padrões emocionais disfuncionais que geram ansiedade e podem se tornar um fator de estresse e, a partir disso, buscar estratégias de mudanças mais profundas e duradouras.




 
 
bottom of page